Ao me entregar demais fiz você pensar que eu seria o seu rapaz
Se te falei que você era uma mulher linda, igual a uma flor
Saiba que é tudo verdade
Mas isso não significa que eu não tenha um jardim com flores mais belas ainda
Eu sou assim com minhas palavras de medidas incompreendidas
E ao exagerar a verdade acabo me passando por mentiroso
Mas como contemplar o maravilhoso, com os olhos de quem se limita em medidas?
Eu não me encaixo nessas medidas
E eu sei que o resto das pessoas também não
Por que elas lutam tanto por um espaço numa sociedade que não lhes aceita como são?
Ao fugir do padrão, a sociedade não lhes garante nem o pão, nem o caixão
E ela sai com a cabeça erguida
Pensando haver conquistado mais um pra sua coleção
Mal sabe que sou feito com a porcelana mais fina
Basta que abra a porta para outros e o vento me derruba despedaçando-me no chão
Levando assim facilmente os pedaços para a casa de quem abra sua porta para mim
Porque sou peça única
E enquanto trabalhar em mim que não pense em outra coisa
Que eu não te contarei por quantas mãos fui feito e refeito
Sem obedecer perfeitamente as formas que me deram
Porque tenho medidas incompreendidas
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Medidas incompreendidas
sábado, 12 de setembro de 2009
Hoje o amor morreu
Percorri milhas em seus lábios
E agora, o que ficou?
Um vazio, um fim de caminho
Uma dor de quem não tem mais por quem sofrer.
Nunca consegui te descrever de outra forma
Um raio de sol
Desses que ilumina e esquenta o coração
Desses que enche o mundo de cores.
Não sei aonde quero chegar escrevendo essas coisas
Estou tão desiludido que não importa
Porque hoje a morte sorriu
Hoje o amor morreu.
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