sábado, 27 de junho de 2009
Acabou pra quem?
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Não
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O que posso fazer? É a verdade.
- Tenho que ir.
Levantou-se e começou a se arrumar.
- Por quê? – perguntou a outra.
- Tenho uma reunião para ir agora.
- Isso não é muito clichê?
- O que posso fazer? É a verdade. Você sabe que eu sou um homem de negócios. Meus horários quem fazem são meus clientes.
Mentira. Terminou de se arrumar rapidamente e foi.
No caminho parou em um sinal vermelho, com vista para um outdoor com uma propaganda de perfume. Era uma foto de uma mulher de costas, olhando fixamente para a câmera através de um espelho numa penteadeira. Roberto conhecia aquela mulher e conhecia aquela pose. Era mesma pose com que ela havia olhado para ele numa manhã seguinte.
Quando Roberto lembrava-se dela, a primeira coisa que lhe vinha à mente era de um sorvete maravilhoso, mas que saiu de fabricação. Sequer teve a chance de enjoar dela.
Era típico dela olhar para um espelho. Num ato de auto-admiração, ela olha para si. Num outro, ela observa quem a olha. Se faz de indiferente observando tudo. Olha para trás sem parar de dar as costas. Olhar para um espelho para ela é uma filosofia de vida.
- Tenho que ir. – disse ela.
- Já?
- Tenho uma apresentação para fazer agora.
- Às nove da manhã? Você não tem uma desculpa melhor não?
- O que posso fazer? É a verdade. Não sou eu que faço meus horários. São meus clientes.
Riu-se de como agora usava a mesma desculpa para ir embora. É verdade que nunca mais experimentou aquele sabor. Para experimentá-lo de novo, tentava ser o sabor. Tentava agir como ela, ver como ela, sentir como ela, se aproximar dela. Saber o que a faz de tão especial. Quem sabe assim esse sabor perderia o encanto e ele poderia passar para outro. Quem sabe o próprio Roberto não se tornaria mais interessante de ser degustado em outras bocas.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Romeu sem conhecer Julieta
Escrevo para te alcançar/ Escrevo para te conhecer/ Escrevo para te ver/ Escrevo para te descobrir/ Escrevo para me comunicar com você/ Escrevo como quem reza para alguém distante/ Escrevo porque não me sobra mais nada a fazer/ Escrevo para te falar que tentei seguir com a minha vida sem você/ Escrevo para te dizer que procurei outras pessoas, mas nelas só encontrei infímas partes do que você é para mim/ Escrevo para te achar há tanto tempo que achei que você não existia/ Escrevo para te dizer que tentei me contentar com pequenas partes de você em outras pessoas/ Escrevo para te dizer que eu estava enganado/ Escrevo para me lembrar da beleza de pequenos gestos seus/ Escrevo porque te perdi do meu olhar/ Escrevo para me redimir/ Escrevo para que me perdoe/ Escrevo para que eu ache que mereça o seu perdão/ Escrevo com a esperança de que você, onde quer que esteja, saiba que eu estou pensando em você/ Escrevo para que mesmo sem ter vivido contigo, mas não deixo de sentir a sua falta/ Escrevo para dormir em seus braços.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Funny Fact
Estava eu numa caminhada/corrida hoje de manhã, numa praça aqui perto, quando notei tábuas inclinadas para fazer abdominais e tive a brilhante idéia de me exercitar ali. Alguns segundos depois continuo minha caminhada.
Depois de uma volta(e apenas uma) vejo uma égua coçando a bunda na mesma tábua onde fiz meus abdominais.
Mais uma volta, na qual a minha mente ficou intercalando entre puro choque e frases do tipo "Deus, por que eu Deus?!", vejo aquela mesma égua(aqui dito nos dois sentidos) com outras 3 éguas passeando pela praça. Então entendi que ela estava se arrumando para sair com as amigas e, nunca se sabe, pro caso de encontrar pelo caminho um garanhão(literalmente!).
O que eu quero ensinar com essa história é que...
Moral da história: Nunca, NUNCA use equipamentos de musculação de uma praça pública!
E por favor: Desta vez, sem comentários.
Edit: Acabaram de comentar(claro) e eu percebi que talvez a égua tenha sentido o meu cheiro e eu seja o garanhão. Isso faz muito sentido, já que eu sou sargitário.