Pergunta do fórum de Deontologia Jurídica: O que é mais importante, a Vida ou a Liberdade? Justifique sua resposta e comente as colocações pessoais de seus colegas de turma.
Percebi que a grande parte dos alunos responderam desta forma: “A vida, pois existe vida sem liberdade, mas não existe liberdade sem vida, então o direito à vida é mais importante.”.
Esta foi a minha resposta para eles:
“A liberdade é mais importante, pois é ela que justifica a vida. Se a vida é mais importante que a liberdade, como distinguir um robô de um escravo, se ambos só executam ações? Podem dizer que o escravo pode se rebelar contra o seu senhor, mas ele NUNCA fará isso enquanto valorizar mais a vida do que a liberdade. Ou seja, o que diferencia os dois é que o ser humano pode valorar outras coisas além da vida e o robô vive a "vida" em si sem maiores considerações. Apenas existe.
É justamente este tipo de pensamento em que se valoriza mais a própria vida do que qualquer outra coisa que nos faz seres altamente covardes, que nos faz enxergar apenas o nosso próprio nariz, negando a vida do outro. Alguém pode dizer que valoriza igualmente a própria vida como a dos outros, mas como é que se ajuda alguém sem sacrifícios? E o que é o sacrifício senão a negação da própria vida em prol do outro? Aquele que valoriza a vida acima de todas as coisas não pode igualmente valorizar a do outro.
Agora eu deixo uma pergunta para facilitar a resposta da outra pergunta: Existe alguma coisa pela qual valha a pena morrer?
A explicação de que sem vida não há liberdade é fraca e não se sustenta. Ora, se você não está vivo, que diferença faz ter liberdade ou não? Você nem existe. Não há o que falar sobre o que um cadáver deseja. Vamos nos manter no que os vivos preferem sim?
A questão é que sem liberdade, o ser humano recusa a vida. Para ele é mais importante a liberdade. A estagnação numa situação o faz ficar deprimido, perder a esperança no futuro, questionar a própria existência e finalmente cometer suicídio.
Se perguntassem ao ser humano antes de nascer se ele iria querer viver uma vida sem nenhuma liberdade, ele diria que não. A vida por si só não faz o ser humano querer viver, mas a liberdade de poder lutar por sua felicidade sim. Não a vida, e sim a liberdade, pois sem liberdade o homem põe fim ele mesmo a sua vida. Melhor morrer numa guerra lutando por sua liberdade do que viver 50 anos sem.
E para os legalistas, vou lembrar que para a Constituição Federal o direito à liberdade se sobrepõe ao da vida. O indivíduo pode perder a sua liberdade em sentença transitada em julgado, quando fica comprovado o mau uso da liberdade e o risco à liberdade dos outros membros da sociedade.
Mas no caso de guerra, haverá penas de morte no Brasil, uma vez que o Estado não respeitará as vidas que colocarem em risco a liberdade da nação, ou seja, a soberania de sua vontade em seu território."
Percebi que a grande parte dos alunos responderam desta forma: “A vida, pois existe vida sem liberdade, mas não existe liberdade sem vida, então o direito à vida é mais importante.”.
Esta foi a minha resposta para eles:
“A liberdade é mais importante, pois é ela que justifica a vida. Se a vida é mais importante que a liberdade, como distinguir um robô de um escravo, se ambos só executam ações? Podem dizer que o escravo pode se rebelar contra o seu senhor, mas ele NUNCA fará isso enquanto valorizar mais a vida do que a liberdade. Ou seja, o que diferencia os dois é que o ser humano pode valorar outras coisas além da vida e o robô vive a "vida" em si sem maiores considerações. Apenas existe.
É justamente este tipo de pensamento em que se valoriza mais a própria vida do que qualquer outra coisa que nos faz seres altamente covardes, que nos faz enxergar apenas o nosso próprio nariz, negando a vida do outro. Alguém pode dizer que valoriza igualmente a própria vida como a dos outros, mas como é que se ajuda alguém sem sacrifícios? E o que é o sacrifício senão a negação da própria vida em prol do outro? Aquele que valoriza a vida acima de todas as coisas não pode igualmente valorizar a do outro.
Agora eu deixo uma pergunta para facilitar a resposta da outra pergunta: Existe alguma coisa pela qual valha a pena morrer?
A explicação de que sem vida não há liberdade é fraca e não se sustenta. Ora, se você não está vivo, que diferença faz ter liberdade ou não? Você nem existe. Não há o que falar sobre o que um cadáver deseja. Vamos nos manter no que os vivos preferem sim?
A questão é que sem liberdade, o ser humano recusa a vida. Para ele é mais importante a liberdade. A estagnação numa situação o faz ficar deprimido, perder a esperança no futuro, questionar a própria existência e finalmente cometer suicídio.
Se perguntassem ao ser humano antes de nascer se ele iria querer viver uma vida sem nenhuma liberdade, ele diria que não. A vida por si só não faz o ser humano querer viver, mas a liberdade de poder lutar por sua felicidade sim. Não a vida, e sim a liberdade, pois sem liberdade o homem põe fim ele mesmo a sua vida. Melhor morrer numa guerra lutando por sua liberdade do que viver 50 anos sem.
E para os legalistas, vou lembrar que para a Constituição Federal o direito à liberdade se sobrepõe ao da vida. O indivíduo pode perder a sua liberdade em sentença transitada em julgado, quando fica comprovado o mau uso da liberdade e o risco à liberdade dos outros membros da sociedade.
Mas no caso de guerra, haverá penas de morte no Brasil, uma vez que o Estado não respeitará as vidas que colocarem em risco a liberdade da nação, ou seja, a soberania de sua vontade em seu território."
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