Rafael estava na cama com uma linda mulher nua. Haviam passado uma ótima noite juntos. Gostava do jeito dela de pensar, de falar, de ver e de não-pensar também algumas coisas. Seus gestos, por menores que fossem, lhe faziam querer ficar mais e mais junto dela. Queria muito dar prazer a ela. Não podia falhar nisso. Tinha que ser perfeito. Só assim poderia ficar quite com ela. Só assim ela gostaria dele.
Então, o pesadelo #1 de todos os homens acontece: o junior não sai pra brincar. Rafael entra em parafuso. "COMO ASSIM?!" pensou. Não havia justificativas (não alguma que ele aceitasse como desculpa). Sem que ele soubesse, sua mente estava cansada de sexo. Já tinha feito tantas vezes que o seu subconsciente estava achando aquilo repetitivo, mecânico, com o mesmo final de sempre. A verdade é que há algum tempo ele só estava fazendo pelo prazer delas, nem tanto por si. Mas ele não aceitava isso, e com razão! Como assim cansado de sexo?! Se sexo enjoasse o mundo não estaria chegando a casa dos 7 bilhões de habitantes, mesmo com tantos médotos anti-concepcionais existentes há meio século.
Talvez estivesse muito preocupado em dar prazer àquela linda mulher, sob pena dela não gostar dele. Fato é que não conseguiu mesmo satisfazê-la. Se sentiu a pior pessoa do mundo, incapaz de dar prazer a quem ele gosta. Não conseguia se perdoar. No final das contas, ela se mostrou compreensiva e simplesmente dormiu abraçada nele, com a cabeça no seu peito. Também sem saber porque, Rafael sentiu um enorme prazer naquele momento. O jeito como ela o abraçou, buscando aconchegar-se nele como se ele fosse o bicho de pelúcia que ela mais ama desde a infância. Aquela intimidade, aquele conforto, aquela emoção ele não teria nem tivesse feito o kamasutra inteiro 3 vezes. Rafael nunca esqueceu-se da noite em que sexo foi reduzido sem perdas a um simples abraço sincero.
Um comentário:
que bonito!
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