Antes tínhamos nada e isso nos bastava
Todos nossos sonhos, todos nossos problemas podiam esperar
Presente, passado e futuro se confundiam num só momento
Estar contigo era o princípio, meio e fim
Fim? Que fim?
Não lembrava sequer ter vivido antes encontrar de você.
Era vida? Importa isso agora?
Deixe-me viver o meu fim. Meu eterno começo. Tanto faz.
De repente poderíamos ter tudo e nada bastaria.
A ilusão acabou.
Porque chamas de ilusão? Não viveste isso no mundo real? Não foi real?
Este teu desejo secreto da morte não me engana.
Querias por fim em tudo.
Acabar com o universo que te cerca num eterno gozo que de nada seria diferente do vazio.
Vazio. Eras isto antes dela e depois dela.
Presente, passado e futuro num só momento ainda são a sua realidade.
Transformaste a tua antiga realidade na presente ilusão, que é a tua atual realidade.
Aprisionado na própria ilusão de felicidade.
Vê? A realidade é a gente que faz.
O problema é companhia? Aquela garota passando na rua olhou pra você. Você não.
Mal sabe você, mas ela também queria alguém como você.
Ela vai voltar para casa e chorar pela solidão não merecida.
A vida tentou lhe apresentar a ela, mas você não quis. Preferiu um passado feliz que hoje só lhe traz dor.
As coisas são assim mesmo. A ajuda sempre está lá, mas só vemos quando pedimos.
Peça.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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Um comentário:
Um dos grandes clichês que a vida nos ensina é que às vezes é preciso se perder para se encontrar. Los Hermanos até canta isso de forma mais poética. Às vezes faz bem perder o tom. Atemporalizar-se, desprender-se. :)
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